segunda-feira, 25 de março de 2013




A LUA DE PRATA

De uma janela eu podia ver o pátio banhado da luz do luar.
Dois vultos eu pude divisar.

Tão colados estavam que cheguei a me confundir.
Pensei ser um a princípio...

Com as mãos apoiando meu queixo fiquei ao amor assistir... a olhar...

Tinha diante de mim um casal apaixonado a se beijar...
A moça tão bela, tão delicada.
Um rostinho que era um primor.
Pensei...viva o amor!

Os corpos dos dois tão enroscados.
Dois lindos enamorados.
Do mundo totalmente isolados...

De meus olhos duas lágrimas brotaram,
porque a emoção tomou conta de meu ser.
Que por tudo se deixa envolver...

Quis me afastar...
Mas algo me obrigava a ficar...

Foi quando senti uma mão a cobrir os meus olhos...
E a outra a tomar o meu pulso.

No momento seguinte
Estava em seus braços...

Era uma ilusão dos sentidos...

Lá fora o casal se beijava.
Enquanto uns lábios tão queridos em minha boca se encostava.

Fechei os olhos...
Milhares de estrelas brilhavam.

Estava sonhando?
Era efeito de tanto ficar lhe esperando?

Eu podia abrir os meus olhos.
Mas não...
Podia ter uma decepção.

Tomei coragem...
Devagarzinho fui abrindo.
Você estava sorrindo.
E estava tão lindo...

sonia delsin 

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