RASGUEI TODAS AS CARTAS
Numa febre louca busquei tuas cartas guardadas...
A caixa que nunca ninguém tocou.
Olhando tua letra bonita nos envelopes senti um desejo absurdo e
inútil de relê-las.
Com uma delas na mão fiquei espiando o passado...
Ele está guardado.
Num canto de meu ser ele sempre se manteve imaculado.
Cada vez que uma chegava era uma festa.
E quando tu vinhas no lugar das cartas.
Recordar é doloroso...
Em certos momentos
odeio a existência dos pensamentos...
Rasgar, rasgar... apagar... destruir...
o passado diluir...
Pronto! O que restou
de tudo que se passou?
Busco uma chama... uma chama é capaz de fazer em cinza se
transformar
o que tanto eu quis guardar.
sonia delsin

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