PELOS VÃOS
Sonhos vãos.
Escapam por entre
meus dedos.
Eles escapam pelos
vãos.
Você dizia que tinha raízes...
Você se dizia preso ao solo amado.
Preso ao seu mundo tão organizado.
Pena! Que pena!
Não se permitia sonhar, voar.
Seu ser iria gostar.
De navegar...
Flutuar...
Experimentar...
Extravasar.
As asas ficavam tão apertadas.
Ao seu corpo branco tão coladas!
Ó, meu querido!
Os seres não se podem prender.
Devem se desprender...
Admito que um dia precisamos morrer,
mas enquanto aqui estamos, necessitamos
sentir o prazer... de viver.
sonia delsin

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