sábado, 23 de março de 2013




DOIS MUNDOS

Dois mundos conflitantes.
Tão distantes.
Tão próximos.
Sem passagens, sem barreiras
ela entra.
Num mundo encantado.
Vive dividida entre
um e outro.
Um lhe foi imposto.
O outro veio para ficar.
Ela não pode optar para nele o tempo todo
estar.
Porque aquele vive a lhe cobrar.
É nele que ela deve morar.
Mas o mundo enfeitado é para
ajudar.
É revigorante.
É a reserva de energia
para aguentar o dia-a-dia.
Num ela tem pés.
No outro asas...
Num ela deve caminhar.
No outro ela pode voar.

sonia delsin 

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