sexta-feira, 22 de março de 2013




IDOLOS DE BARRO

Desmoronam-se os pedestais.
Pessoas que eu tinha em tão alta estima!
Quantas falcatruas.

Estive admirando álbuns de fotografias.
Os risos se estampavam.
Gravuras, figuras.

Uma cortina embaçava
a realidade.
Via o que queria ver.

Como doida
rasguei
uma a uma.

Rasguei bocas que sorriam.
Que escárnio!

Elas ainda riem seus risos distorcidos...

Botei fogo.
E as labaredas
são rostos a rirem da
minha desilusão.

sonia delsin 

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